Minha visão sobre o uso das TIC (tecnologias de informação e comunicação) tem como
fundamento a crença de que o processo de aprendizagem deve estar voltado aos
interesses do aprendiz, como defende alguns estudiosos da área, dentre eles Gail
Ellis, Jean Brewster e Denis Girard. Desta forma, tenho o desafio
de entender o meu aluno e de identificar o que o atrai. Com isso, ganho abertura e
fluidez ao apresentar o conteúdo proposto, que deve ser recebido de forma
agradável e instigante. Partindo desta visão, não há como ignorar a
possibilidade de usar as redes sociais como ferramentas poderosas a favor deste
propósito.
Neste post vou compartilhar
minha experiência na exploração de algumas ferramentas, suas funções e
colaboração quando aplicadas ao ensino. Here we go.
Facebook
Muito interessante como podemos compartilhar informações e
promover discussões usando esta ferramenta, o que pode ser feito de forma
pública, em grupo fechado ou individualmente. Até aqui, sem novidade. Mas
quando pensamos que nossos alunos ficam conectados o tempo todo entre si,
postando seus momentos importantes, então devemos pensar “Por que não fazer parte?”. Como um primeiro benefício que vejo é estar
conectada a esta rede como uma forma de me aproximar do mundo deles,
entender o momento e as atitudes. Outro benefício é a postura ativa do aluno no
aprendizado, pois desafios podem ser lançados pelos professores (tarefas de
pesquisas, por exemplo) onde os alunos mostrarão suas habilidades de pesquisa e
compartilhamento de informação. Serão conduzidos no desenvolvimento de
habilidades múltiplas e não só ligadas ao ensino específico, mas também na área
de pesquisa e exploração do uso da ferramenta e seus aplicativos.
Como aluna, tive esta ferramenta presente nos últimos quatro cursos que participei. Até hoje
trocamos informações relacionadas aos temas estudados e já nem temos quase a
participação do professor que propôs a criação do grupo. Funciona e ajuda muito quando temos alguma
dúvida e precisamos de dados adicionais. Sempre há uma boa alma que atende ao
nosso pedido de socorro.
WhatsApp
Incrível a utilização desta ferramenta como um meio de
comunicação virtual quase que instantânea. Não mais precisamos esperar até o
dia seguinte para falar com om professor em sala de aula. No momento de nossa
dúvida, podemos enviar uma mensagem e ... Voilà. Não é fantástico?! E o mais impressionante é que a escolha por
esta ferramenta acontece de forma quase que automática e independente da vontade
do professor. Geralmente a ideia já surge na aula introdutória de cada curso.
Então, pra que ficar de fora como professor? Os alunos adoram.
Ou ainda melhor, o professor já sabendo disso pode tomar a
iniciativa e, de forma democrática, propor a criação de um grupo para
discussões e compartilhamento, baseado em alguns valores pré-estabelecidos e
comungado por todos. Certamente irá requerer alguns ajustes comportamentais e de
direcionamento, os quais caberão ao professor mediar.
Com a experiência de nosso próprio grupo de extensão,
observei que esta ferramenta possibilita a reincidência do conteúdo através da
revisão e esclarecimento que são primeiramente compartilhados entre os próprios
alunos, ficando o professor como mediador e suporte, quando necessário. Esta ferramenta
propicia ao professor uma opção adicional para avaliação da participação de
cada um e do conteúdo, de certa forma. Pode até propor a técnica do teach back usando esta ferramenta,
postando questões para discussão, por exemplo, onde os alunos mostrarão o
quanto absorveram a respeito do conteúdo apresentado no dia anterior.
Edmodo
O Edmodo praticamente é um facebook formatado para uso
dentro de instituições de ensino, que requerem maior controle e formalização ao
uso de ferramentas digitais, especialmente as redes sociais. Com sua
formalidade, ela possibilita um monitoramento e vigilância do uso da ferramenta,
muitas vezes requeridos pelos pais e pelos gestores. Também entendo ser válida,
sim, pois há implicações legais às quais não devem ser ignoradas pelas instituições
de ensino nos dias de hoje. O melhor de tudo é a possibilidade de começar a usar sem custo.
Todo cuidado com a educação é pouco, pois estamos tratando da formação de um ser que irá interagir na sociedade e nas nossas vidas. Por isso a importância da contextualização e da construção de valores.
Vale lembrar que a opção pela uso de
ferramentas não deve estar pautada na tendência de mercado, e sim no contexto,
funcionalidade e alinhamento com o currículo. Se estes são os canais de
comunicação de nossos alunos nos tempos modernos, vamos ousar com moderação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário