Que sensação gostosa senti ao concluir a leitura do texto de Vilson Leffa sobre Metodologia do Ensino de Línguas. O texto apresenta definições de algumas terminologias e as diversas abordagens ao ensino de língua estrangeira e segunda língua, destacando como as mais influentes historicamente: Abordagem da Gramática e Tradução (AGT), Abordagem Direta (AD), Abordagem para a Leitura (AL), Abordagem Audiolingual (AAL) e a Abordagem Comunicativa (AC). Também traz o posicionamento de alguns professores estudiosos como Valnir Chagas e Edward V. Gatenby. Ao final ele apresenta o termo "ecleticismo inteligente" (que gostei muito e me identifiquei imediatamente) como uma solução proposta pelos metodólogos atuais para a formação de uma nova abordagem, a tendência.
No
transcorrer da leitura cronológica pelas diversas fases de criação das
abordagens de ensino de língua estrangeira, consegui me ver como protagonista
nas últimas etapas, mas também como praticante das primeiras em algum
momento de minha jornada como aluna de inglês, pois optei por estudar em
escolas diversas, sem apego às metodologias. Na verdade, nunca me preocupei em
saber qual metodologia estava sendo aplicada. Meu interesse (paixão) em aprender inglês
sempre foi tão forte que só o fato de poder aprender me satisfazia. Eu sempre
acreditei nos professores e acatava seus direcionamentos. As diferenças entre
eles me completavam e eu procurava sempre soma-las ao meu aprendizado.
O mais interessante de
tudo isso é que, agora como professora de inglês, formada pela experiência de
vinte e seis anos de prática como aluna observadora e algumas experiências com
viagens ao exterior, além da qualificação que busco através dos cursos, tento
trazer tudo aquilo que captei de melhor, funcional e prático. Sempre observando
o interesse, a reação e expectativa do aluno, bem como sua forma de aprender, seu
contexto e o contexto futuro. Vou
moldando as aulas subsequentes de acordo com o que observo necessário na aula concluída. Busco
caminhar todas as habilidades simultaneamente, mas no passo da aquisição dessas
pelo aluno. Tudo isso até então sem saber identificar a questão das abordagens.
Então respondendo à
pergunta da professora Karina sobre a importância da leitura de textos teóricos como referência e embasamento da prática, posso responder com propriedade que é de
fundamental importância para entendermos nossos passos e traçarmos a evolução,
identificando o ponto onde nos encontramos e nossos gaps, buscando o que pode agregar positivamente ao nosso trabalho e
indo além, agora como profissionais da área de ensino, estudando como podemos contribuir
com a construção das futuras abordagens de ensino de idiomas. Como me sinto
após este texto? Melhor por saber identificar os acontecimentos e reconhecer
algumas terminologias da área de estudo.

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