sábado, 12 de dezembro de 2015

Apresentação Final - Minha Narrativa nas TICs

Neste trabalho unifiquei os principais pontos estudados durante o curso de Tecnologias Digitais e Móveis no Ensino de Línguas, abordados de forma prática nas apresentações elaboradas com o uso de algumas ferramentas que conhecemos. Usei informações sobre quem sou, o ambiente em que nasci e cresci, meus objetivos e projetos futuros.

A apresentação por completo encontra-se no Prezi e pode ser acessada pelo link  https://prezi.com/otvwi55vvucl/minha-apresentacao-e-trajetoria-2015/

Foi uma experiencia muito boa participar deste curso, pois além de trazer informações sobre tendências e ferramentas digitais disponíveis, o curso ofereceu uma análise das metodologias de ensino atual e reflexão sobre as mudanças necessárias: as que aguardam uma atitude nossa e as que independem de nossa vontade. Tudo isso ocorrendo num contexto social dinâmico e complexo que carece de ações para sua adequação ao perfil da nova geração de alunos.

Curso muito interessante, importante e indicado para todos os professores e profissionais da área de ensino envolvidos com o planejamento e elaboração de conteúdo/ material didático.

Obrigada professora Karina Vicentin, pela oportunidade e dedicação durante todo o período do curso. Espero poder com minha apresentação final ajudar em seu trabalho de doutorado.



domingo, 29 de novembro de 2015

USA Learns Project - Tecnologia a Serviço da Educação

USA Learns Official Website
Quero compartilhar com vocês minha experiência com o programa de ensino de inglês (como segunda língua) chamado USA Lears. Trata-se de um website disponibilizado pelo Governo dos Estados Unidos para auxiliar os imigrantes que chegam ao país sem o domínio mínimo necessário do idioma, oferecendo a oportunidade de aprendizagem da língua de forma gratuita e no passo de cada um.

Este programa americano é o resultado de um projeto concebido pelo Departamento de Educação, Secretaria do Trabalho e Diretoria de Letramento e Educação para adultos e outros parceiros que, juntos concluíram com excelência este website, com o propósito social de formar cidadãos conscientes e comunicativos, profissionais preparados para o mercado de trabalho e membros de família informados e aptos para dar o suporte necessário em terra nova.

Ele foi desenvolvido em três módulos que trabalham os assuntos de forma contextualizada e propondo níveis de complexidade ao estudante. Simula situações cotidianas que qualquer pessoa vivendo naquele país está sujeita a passar e compartilha cultura e costumes.

O programa tem uma abordagem direta e comunicativa sustentada por exercícios que propõe o desenvolvimento das quatro habilidades. Além disso, traz o acompanhamento da evolução nos exercícios e uma base para gestão do professor, também (USALearns/teacher). Os vídeos são ótimos para trabalhar pronúncia, pois traz dois estilos de diálogo: o formal, a de uma professora em sala de aula (fala mais pausada e de forma didática), e o informal, cidadãos americanos em simulações de situações normais (fala natural, prática e rápida). Também traz os diferentes sotaques presentes naquela sociedade, resultante da diversidade de nações presentes.

O programa foi criado como uma alternativa para tentar amenizar a necessidade de ensino de ESL (English as a Second Language) a um público composto de 11 milhões de imigrantes, onde 85% deles esperam uma oportunidade para estudar numa escola para adultos ou que, por conta de dificuldade de locomoção, não podem frequentar uma escola longe de sua residência. Assim, o público alvo deste programa é representado por adultos em fase economicamente ativa, que buscam um emprego para se estabilizarem no país e, para isso, necessitam de uma melhor habilidade com o idioma local para ganhar segurança e independência.

As telas amigáveis ao usuário fazem com que não seja necessária uma habilidade avançada em informática. Há clara identificação dos passos a seguir e links como avanço de tela, voltar, ler texto, entrar, sair entre outros. O programa é completo e bem estruturado em suas atividades, fazendo com que o estudante tenha uma base de vocabulário e gramática com exercícios de fixação antes de avançar à atividade de vídeo, reflexões, compreensão de texto e pronúncia.

É um programa que oferece independência de aprendizado aos estudantes interessados, porém sem o auxílio de um professor, os iniciantes sem qualquer base podem ter dificuldade para seguir, a não ser que sejam muito esforçados e disciplinados. Apesar de não trabalhar com tradução, o programa sempre traz o transcrito dos diálogos que podem ser consultados após as tentativas de entendimento pela pronuncia apenas.

A orientação pedagógica propõe a presença do professor como um tutor/monitor que, deverá ser à disposição do estudante para tirar dúvidas e auxiliar na parte escrita do aprendizado. Porém, não há a necessidade de ser presencial basta um canal de contato ativo (e-mail, web conferência periódica ou até aulas semipresenciais).

Minha experiência na utilização deste programa é altamente positiva. Trabalho com a sugestão das unidades e exercícios para fazer em casa e com os vídeos em sala de aula, propondo a prática de ouvir, compreensão de texto em grupo e refletir sobre o tema, bem como da pronúncia correta. Meus alunos até interagem com o conteúdo dos vídeos, respondendo às ordens da professora virtual ao solicitar que repitam alguma estrutura. Parece que eles fazem parte do elenco da sala de aula da tela. Enquanto prestam atenção a cada diálogo, eu os observo e oriento na pronúncia e entendimento de contrações e junções das palavras, aquelas responsáveis por produzir a fluência do idioma.


Sou apaixonada por este programa e recomendo ao aluno como material didático logo no primeiro dia de aula. Meu próximo passo é estruturar minha sala de aula com dispositivos digitais para promover o estudo individual deste programa com frequência também em sala de aula, não só como homework, pois nem todos os alunos são dedicados às atividades extras e a prática deste programa faz parte do sucesso da metodologia e do resultado que proponho.

Acredito que este é o caminho para evoluirmos na educação de línguas e precisamos rever nossos modelos adequando-os à nova realidade social: sala lotada, alunos desinteressados, recurso material nem sempre adequado, pouco tempo de aula e poucos professores qualificados. Programa como este faz sentido e ajuda a acelerar os resultados a médio e longo prazo, uma vez que tem como base fatos reais, preocupa-se em trazer o conhecimento de forma útil vinculado ao convívio social do aluno e propondo qualificação ao mercado de trabalho. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Trabalho com Equipe Virtual

Em outubro, fizemos um trabalho em grupo referente à criação de um plano de aula usando tecnologias, em formato de aula híbrida e destacando um valor social a ser discutido e desenvolvido pelos alunos.


Primeiro, discutimos as propostas e ideias para a criação do conteúdo, durante nossa aula presencial no sábado pela manhã. Definimos em grupo o assunto, público alvo, ferramentas digitais e metodologia de aula. Durante a semana fomos compartilhando os detalhes através do grupo que montamos via Whatsapp. Uma pessoa ficou responsável por unificar as informações e formatar o trabalho. Ao final, todos entraram no programa e fizeram seus ajustes individualmente, pois o Prezi permite a formatação do arquivo como editável, o que facilita e contribui muito na execução de trabalho em grupo e à distância.


Este trabalho foi formatado usando o programa Prezi, que pode ser acessado pelo link Interlinking Education with Technology.


Quero agradecer aos meus colegas de equipe Evandro, Natália e Maria Irma pelo aprendizado que ganhei durante este trabalho.







domingo, 22 de novembro de 2015

The Future of Learning


"The Best Teacher Appreciation Gift", by Mrs. Doolin

Durante nosso curso, uma mensagem que está sendo enfatizada pela prof. Karina (em harmonia com o pensamento da prof. Claudia) e que não me sai da cabeça é a questão do alinhamento da aprendizagem e sua função social. 

A ideia de não simplesmente transmitir uma informação ao aluno, mas provocar uma reflexão, pensar de que maneira esta informação interage com o cotidiano, quais valores estão inseridos nela e que podem ser absorvidos pelo aluno através de sua participação ativa no aprendizado, gerando ainda ações transformadoras positivas que voltarão para a sociedade onde vive, realmente me fascina. 

Se analisarmos essa questão pelo ponto de vista teórica, acadêmico, parece até utópico por conta da realidade em que vivemos enquanto professores numa sociedade tão carente e desestruturada. Mas ao me aprofundar nas leituras buscando exemplo de como seria isso na prática, encontrei um que pode muito bem validar essa ideia, mostrando ser sim possível e real, além de ser uma das soluções mais eficazes na construção de uma sociedade melhor. 
Kristal Doolin is a Language Arts Teacher at Corbin Middle School. She was the 2013 Kentucky Teacher of the Year, she is a Better Lesson Master Teacher and serves on the Kentucky Teacher Advisory Council. See more of her work at http://mrsdoolin.edublogs.org
Em seu blog a sra. Doolin compartilhou uma carta que recebeu de sua aluna, com uma mensagem clara no que diz respeito ao poder transformador que o professor tem. Na mensagem a aluna traz um agradecimento e depoimento sobre o que mudou em sua vida, em pensamento e em atitudes. Apenas um pequeno trecho da mensagem:
I believe I became “of age” after your class. Not only did I become a teenager, but I lost my innocence. I lost my childish innocence, the one that needs to be shed of. This innocence was a black and white view of the world I had laid out in my mind. I believed that since bad things only happened at a distance from me and there was nothing I could do to change them. You taught me how wrong this view was. You taught me not only that I could help change problems at a distance from me but that there were also problems close to home.
Ao visitar o blog da Sra. Doolin, encontrei também uma outra experiência que ela compartilhou relacionada ao conceito de Transmedia, descrito por ela como sendo "...a multi-media storytelling “wonderland” (as in Alice) that will engage 21st century digital natives while hitting multiple standards and preparing students for the media rich college and career world they will need to navigate later in life."  
http://inanimatealice.info/create/
Para esta experiência ela utilizou um programa (site) chamado Inanimated Alice, criado por Ian Harper. Através da estória oferecida pelo programa a professora instiga os alunos a refletirem sobre a personagem e suas escolhas, enquanto desenvolvem habilidades como criatividade, análise, pensamento crítico, tomada de decisão, trabalho em equipe, novas tecnologias digitais de criação entre outras. Uma maneira diferente e inovadora de letramento digital. 


Assim como está sendo para nós, sra. Doolin comentou em seu artigo que tudo é novo para ela e sua principal atividade é observar as reações e resultados. Conforme vai aprendendo com a experiência, ela descobre novas oportunidades de inovar sua forma de ensinar, focando no perfil e nas necessidades do estudante do século 21. Muito bom trabalho e que grande experiência que a sra. Doolin está vivendo. Sua mensagem a todos os professores é ...
What I’ve learned from my experience is it is much more than that. It is a shift in thinking much like the shift in our standards, and the change affects everything. For example, after we completed our Inanimate Alice unit and moved on to our Holocaust unit recently, I found my students diving deeper, not through my direction, but through their own inquiry with art, geography, music, video creation and more. This was unlike years past. The trajectory of the classroom has changed.
https://edtechdigest.wordpress.com/2014/11/20/teaching-in-wonderland/

My advice for other educators: follow that white rabbit.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Another Brick in the Wall

 Continuous improvement is the key to bring sustainability in any field. As a matter of fact, the world changes as much as we improve process and people. To keep being part of this world in a harmonic way we need to observe the movement and be able to listen to it. Yes, it is possible to listen to. How? Stop talking. It is easy to say and hard to practice because most of time it means a change of heart, leaving a comfort zone and losing the control to lead better.
Our pupils, the new generation, are claiming for being listened to when they say nothing or ignore things we impose to them doing in our way. That certainly have a reason why and they are not able to explain it clearly at that age. As educators, instructors, counselors or parents we need to be ready for new challenges that demand new competences to deal with. Being an open-minded person and ready to relearn are essential abilities at this level of the process.
Some appeals that drew my attention as an educator and career expert are the following videos that I share below. There are so many information in them with a variety of possibility to be answered using such little effort. So I ask to myself what we are waiting for to put them in practice and take advantage of it in order to boost their learning process the way they expect. Why not let them make choices when those choices depend on our flexibility?
It seems that I can still hear that old song (or still new) in my mind. I am sure I do not want to be just another brick in their wall.
This project was created to inspire teachers to use technology in engaging ways to help students develop higher level thinking skills. Equally important, it serves to motivate district level leaders to provide teachers with the tools and training to do so. 
Pupils from Robin Hood primary school, Birmingham, worked with a film crew from the National College for School Leadership to express their desire to use their favorite technologies for learning in school. 
This video shows students from Hillcrest Elementary School in the Revere Local Schools and their messages about learning in the 21st Century. It was inspired by another video titled "Engage Me".

sábado, 31 de outubro de 2015

O Duolingo e sua função social.

Antes de me envolver com o mundo tecnológico eu era um pouco cética quanto aos aplicativos de aprendizagem de idiomas.  Curiosa, acabava entrando em alguns aplicativos com grande expectativa, porém desanimava na sequência, apesar de já ter um de minha preferência, que se destacava por ter mais o meu jeito. Assim, acabava desistindo dos demais em pouco tempo.

Vale esclarecer inicialmente que, como educadora, sou a favor de usar diferentes ferramentas e materiais didáticos que venham a complementar o aprendizado. E incentivo o uso, principalmente quando as ferramentas são descobertas e apresentadas a mim pelos próprios alunos. Acredito também que toda metodologia ou abordagem funciona, desde que o aluno escolha aquela que se alinhe melhor ao seu perfil.

Antes de a professora Karina solicitar a pesquisa e análise crítica sobre a abordagem utilizada na criação do programa Duolingo, eu já havia feito uma experiência, baixando o aplicativo em meu celular, realizando alguns exercícios e um teste. A iniciativa surgiu por já ter sido questionada a respeito do assunto por alunos e amigos várias vezes. Então fiquei curiosa para saber como era esse novo aplicativo. 

No primeiro contato, como usuária-aprendiz, o aplicativo não ganhou minha simpatia, pois prefiro metodologias que trabalhem com contexto em situações reais, algo mais próximo de uma Abordagem Comunicativa (AC). Já o Duolingo, analisando de forma superficial até onde eu exercitei, está mais para uma abordagem AGT (Abordagem da Gramática e da Tradução).  Trabalhar palavras soltas não me atrai muito. Não sou contra usar tradução durante a aula, se necessário, principalmente com iniciantes para não assustar logo de cara. Mas gosto de colocar os alunos em contato com aquilo que estão aprendendo o quanto antes, bem como simular situações próximas à realidade deles e que exigem um “pensar para responder”.  É como ensinar a pescar ao invés de entregar o peixe. Esta é a minha filosofia de ensino, proporcionar independência desenvolvendo competências.

Para minha surpresa, ao ler os artigos relacionados à criação do aplicativo Duolingo, com declarações sobre o propósito do programa desde sua origem, vi que ele tem um valor social interessante, trazendo a acessibilidade do idioma aos que não teriam oportunidade se dependesse de outras fontes.  Além disso, ele oferece uma plataforma de uso amigável e simples, mas desafiadora, com graus de complexidade que possibilitam ao aprendiz uma auto avaliação, com possibilidade de superação a cada avanço. Assim como nos ambientes dos jogos. Provavelmente, é por isso que ele vem atraindo a atenção dos novos aprendizes, fissurados em alcançar prêmios e superar níveis através dos games do momento.

Como mencionado em um artigo no próprio site da Duolingo, a “Educação é a chave para a mobilidade socioeconômica”. Desta forma, o Duolingo vem trabalhando neste sentido, pois já tem mais de cem milhões de usuários, bem como expandiu seu programa para outras línguas além do inglês.

Além do propósito de levar a acessibilidade do ensino de idiomas, o aplicativo ainda cria um banco de dados para tradução de páginas da internet, que resultará no acesso à informação global por pessoas que não possuem outro idioma. Este trabalho é criado pelos próprios usuários do sistema que, ao aprenderem um novo idioma, alimentam a base de dados, trazendo não só o significado individual das palavras, mas também considera o significado ambíguo e subjetivo. Esta atividade é feita através da opção Imersão, que encontrei na versão acessada pelo computador, mas não a encontrei na versão do aplicativo para celular.

Outra surpresa que descobri a respeito é a criação do Duolingo Test, uma ferramenta de avaliação bem sucedida. Ela foi elaborada com cuidado e levando em consideração requisitos como o Quadro Europeu Comum de Referência e os níveis de proficiência exigidos pelas principais instituições de avaliações de proficiência de idiomas que promovem os testes IELTS e TOEFL. Nesta formação, a pontuação do teste se equivale aos demais com pequeno desvio padrão, o que o torna uma ferramenta de grande valia nos processos seletivos universitários e até profissionais, com nenhum ou baixo custo, dependendo do modelo escolhido, no máximo chegando a representar 10% do valor dos testes oficiais de proficiência mencionados. É o que verdadeiramente entendo por acessibilidade.


Em suma, considerando o benefício que tem proporcionado a milhares de pessoas, os criadores do aplicativo estão de parabéns.  Conhecendo os custos desde a aquisição de um idioma até sua avaliação formal, o que o Duolingo oferece é de grande valor social: acessibilidade e oportunidade. Isso é o que importa.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Tellagami - Video Message

https://tellagami.com/gami/CGPLKV/#
Incrível como podemos ser diferentes e como gostamos dessa possibilidade enquanto ser humano. Mudar nos faz sentir renovados e em contato com outras possibilidades. 

Infelizmente optamos por praticidade mais do que profundidade no que fazemos, isso em consequência à rotina avassaladora que assumimos automaticamente na fase adulta.

Parece bobo, brincadeira de criança, mas não é. O exercício que fazemos quando estamos em processo de criação nos ajuda a ser mais criativos e realizadores. Além de aprendermos com as reflexões que ocorrem ao lidarmos com certas escolhas para nossa criação. Só de pararmos e optarmos por esta ou aquela característica já estamos refletindo sobre nossa forma de pensar e sua automatização, nos modelos validados que recebemos e perseguimos desde cedo sem nunca reavaliarmos esses modelos ou confrontá-los com o mundo real atual.

É assim que vejo o papel de alguns aplicativos digitais, podendo causar este efeito positivo na vida de nossos alunos, auxiliando na formação deles como cidadãos e na construção de visão de mundo de cada um.

Dentro deste contexto, trago aqui minha experiência utilizando aplicativos como FaceYourManga (www.faceyourmanga.com), My Talking Avatar, BuddyPoke e Tellagami.


BuddyPoke
Vou focar no exercício que criei no Tellagami. Baixei o aplicativo no celular, entrei e já comecei a definir o meu estilo virtual, aparência e humor. Gravei uma mensagem e troquei o painel do fundo com uma foto real que eu tinha em minhas imagens. Você pode inclusive tirar uma foto instantânea e colocar como painel (mas por algum problema técnico no meu celular não tive sucesso nesta tentativa). Para esta parte não gastei mais do que uns 15 minutos, se não menos.

Percebi nesta experiência que o aplicativo é muito fácil de usar, com a tela amigável ao usuário. O legal é que, mesmo sendo uma brincadeira, não quis fazer de qualquer jeito, mas apresentar algo interessante, com boa qualidade. Aí é que acaba tomando um pouco de tempo, pois gravei e regravei a mensagem várias vezes, até parecer natural.  Inclusive optei por escrever um roteiro em tópicos para não enroscar na hora da gravação.

No momento da validação da mensagem, veio uma reflexão sobre qual imagem de mim mesma estou passando adiante. Engraçado, né? Veio, também, uma preocupação com o público, se a mensagem está sendo emitida de forma educada ou ofensiva (competência comportamental), se há erros na fala, uma autoanálise sobre a minha própria pronúncia (competência técnica).

Veja que legal quanta coisa revemos no momento da criação. Isso pode contribuir durante a aula, transformando-se em discussões e reflexões em grupo, focando alguns valores sociais trabalhados neste tipo de exercício como empatia, respeito ao próximo e a si mesmo.

Experiência válida. Aprovado!

My Talking Avatar





terça-feira, 27 de outubro de 2015

Youtube Vídeos Didáticos

Gosto muito de utilizar os vídeos do youtube em minhas aulas, pois sempre há uma informação interessante que complementa o programa pedagógico elaborado por mim, sempre de forma dinâmica e trazendo o idioma em fatos reais.

Com este recurso os áudios e vídeos ficaram mais atuais, não dependendo tanto de gravações antigas. Posso utilizar notícias, documentários, filmes e gravações amadoras, soluções caseiras criadas pelos próprios usuários, mas muito criativas e didáticas. Até mesmo
tutoriais são criados e auxiliam aqueles que buscam uma ajuda rápida para realizar um determinado trabalho ou manusear os próprios equipamentos eletrônicos ou aplicativos digitais.

Da mesma forma, o aluno pode criar seus próprios vídeos e compartilhar com os demais, assumindo a posição de autor e responsável por sua criação, ou seja, tem participação ativa em seu processo de aprendizado, como observa Denise Bértoli Braga, em seu livro Ambientes Digitais (Cortez Editora, 2013,p.45).

Algumas empresas produtoras de materiais didáticos também disponibilizam vídeos sem custo, os quais podem ser acessados a qualquer momento. Como exemplo, compartilho aqui meus canais preferidos que são Super Simple Learning Songs (https://www.youtube.com/playlist?list=PL028565C616627F50); BBC Learning English Videos (https://www.youtube.com/results?search_query=BBC+english+learning+videos), The New York Times Video (https://www.youtube.com/user/TheNewYorkTimes), entre outros.

Algumas pessoas também disponibilizam cursos completos de idiomas, antes oferecidos em CDs e DVDs que podem ser usados como material extra durante as aulas.


A abertura e diversificação encontradas nos canais do Youtube nos aproximam do criativo e do contraditório, bem como quebra barreiras e preconceitos quando compartilha pontos de vistas diversos, mostrando pessoas que de outra forma nunca teríamos a chance de conhecer. Tudo isso me encanta e faz com que eu explore cada vez mais este canal.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Meu caminho até aqui. (Análise sobre o curso)

Desde que começamos o curso de Tecnologias Digitais no Ensino de Idiomas tenho buscado entender como podemos usar as ferramentas a favor do aprendizado. Confesso que inicialmente minha expectativa sobre o curso era mais objetiva, ou seja, conhecer quais ferramenta e escolher algumas para serem implementadas em minhas aulas, em meu negócio. Sobre a teoria, esperava encontrar estudos e experiências que se tornaram de conhecimento público e que seriam usadas por mim como base dos trabalhos a serem desenvolvidos nesta área.

Mas com as discussões, com os textos, artigos e vídeos que são apresentados, cada vez mais eu vejo que o tema não tem a ver com meras ferramentas, mas sim de reflexões em andamento e de conceitos que precisam ser entendidos para dar sentido ao todo. Isso realmente mudou minha forma de pensar e deu maior valor ao que inicialmente eu buscava.

Hoje consigo entender que o aprendizado e a aquisição de habilidades e competências precisam estar atreladas a um propósito maior, que é a formação de futuros cidadãos capazes de construir uma sociedade melhor. Assim, tudo o que propomos como professores precisa ter este conceito como alicerce. As ferramentas são meios e não fim em si mesmas. As escolhas são por aquilo que precisa ser ensinado e o retorno disso, do que pelo que usamos para atingir tal objetivo.

As ideias e contribuições da prof.ª Claudia trazem vida ao mecanismo da profissão de ensinar. Mostra que o aprender não depende mais do que o professor ensina, e sim do que faz sentido ao aluno. As tecnologias digitais são o canal de comunicação com o aprendiz de hoje. Se é por lá que ele escuta, este é o caminho de ensinar, de levar valores sociais, de interagir de forma consciente e inteligente.
Com relação ao ensino centrado no aluno, este conceito eu já trago na minha forma de ensinar, no que ofereço em meu trabalho. Por trabalhar com pessoas e desenvolvimento humano há anos, foi uma observação que adquiri e descobri que faz a diferença.  Por isso, optei por ter minha própria escola-laboratório, onde posso observar ca
da aluno, analisar seu modo de aprender e fazer experiências de ensino respondendo aos sinais que cada um me transmite, após cada aula. Assim, acredito obter melhor resultado no processo de aprendizagem. 

Da mesma forma, percebo que como professora meu aprendizado deve ser constante para conseguir responder a tempo às demandas e melhor poder apoiar os meus alunos em seus objetivos. Acho até que o meu aprendizado precisa ser mais intenso do que o deles, por isso busco qualificação para evolução e superação.

Quanto ao ensino de línguas, sinto uma mudança em minha forma de pensar e construir conteúdos, no que diz respeito a poder ver no ensino da língua uma forma de disseminar reflexões e valores importantes ao convívio social, o que antes achava ser um papel restrito a professores de outras matérias apenas. Eu até fazia comentários e estimulava discussões sobre  assuntos polêmicos, mas de forma inconsciente, por ser algo natural em meu comportamento, e não por me sentir responsável por esta função como professora.

Estou curtindo este aprendizado e mudanças. Faz e traz sentido aos meus projetos e objetivos profissionais que persigo nesta nova carreira.

Aplicando Nova TIC - Face Your Manga

Esta semana fiz a experiência de usar um novo aplicativo durante minha aula com duas alunas nas idades de sete e oito anos.  Uma é aluna permanente e a outra nos visitou pela primeira vez. Foi muito gostoso ver a empolgação delas quando apresentei o aplicativo. Ficaram perdidas com tanta opção.

Usei o Face Your Manga, propondo a criação de uma figura que as  representasse e que poderia ser usada nas redes sociais no lugar da foto do perfil, por exemplo.  Como o aplicativo é todo formatado no idioma inglês, a proposta da aula foi retomar o vocabulário referente a partes do corpo. Neste caso, especificamente, focamos a face e suas partes. Usando as opções de acessórios e algumas peças de roupa oferecidas pelo aplicativo, descobrimos novos vocabulários.  A orientação inicial era de, após minha explicação e apresentação do vocabulário, seguida pela repetição das palavras por elas, cada uma faria a própria escolha para o Manga que estava sendo criado.

Como é natural entre as crianças, a ansiedade e competitividade ganha espaço se não houver mediação pelo professor, o que fui fazendo sempre que a situação saia um pouco fora do controle.  Porém, buscava sempre trabalhar com a liberdade de escolha e procurava não opinar ou contradizer. Da mesma forma, valorizava a espontaneidade de cada uma e não incentivava comparações ou definições como o mais ou menos bonito ou feio. Enfatizava a todo o momento que cada criação tinha sua beleza e assim deveriam ser avaliadas.  A cada tela eu pedia para repetirem o nome do item escolhido, usando a palavra correspondente em inglês, evitando o uso do idioma português para o novo vocabulário.  Assim, seguimos conversando misturando naturalmente os idiomas, sem preconceitos. Neste exercício, surgiram frases como “não vou colocar nenhum necklace porque já coloquei ...”;  “Ai que lindo meu necklace!”;“Alguém vai por o earing?”; “O que é earing?”

De minha parte, fui apenas incentivando o uso das palavras e esperando os comentários que faziam a cada escolha. Minha única exigência era que usassem somente o idioma inglês para as palavras que estávamos aprendendo, o que não foi difícil a elas. Se algo era desconhecido por uma, a outra respondia ou se prontificava a ajudar antes de minha intervenção. Interessante mencionar que, quando uma não encontrava o ícone sobre um tema em português na tela, a outra apontava a palavra correspondente em inglês para aquele tema na tela da primeira, mostrando certa assimilação do signo ouvido em português com o signo escrito correspondente em inglês de forma natural. Fluidez ao transitar entre as línguas.

Aparentemente, com o uso de aplicativos de criação como este, conseguimos transformar uma aula de inglês em aula de artes em inglês, pois as crianças se encantam pela criação e o idioma flui naturalmente como parte da (e condição para) criação. Acaba sendo uma atividade dinâmica de suporte ao exercício de reincidência, exercício este essencial no processo de validação do aprendizado, que se conclui com a transferência da informação da memória de curto prazo para a memória de longo prazo.

Outras habilidades e competências como socialização, cooperação, uso da ferramenta de TI, autocrítica e empatia também são desenvolvidas nesta atividade, sem que sejam propostas e percebidas.

No papel de professora mediadora, tenho mais tempo de observar as alunas e suas respostas a cada experiência, bem como o que atrai a atenção de cada uma e como elas aprendem. Diante das respostas coletadas, consigo ser eficaz na escolha da abordagem de ensino e na forma de motivar, respeitando a singularidade do ser humano.

Nesta mesma aula, tentei aplicar outra ferramenta, apenas como teste. Apresentei o aplicativo sem vínculo ao tema da aula, só para ver a reação das alunas. Logo comprovei que realmente não adianta usar aplicativos simplesmente por modismo e de forma desordenada, sem sentido e em vínculo com o aprendizado. Ele deve ser parte do aprendizado e servir de suporte no processo de assimilação, caso contrário, a criança o verá como mais uma tarefa estranha para ser feita e perde o interesse de imediato.

Quando envolvemos a criança no processo de criação, ela se responsabiliza pelo próprio trabalho e responde de forma rápida e positiva à proposta apresentada pelo professor, exatamente como defende Vygotsky e outros autores, quando vinculam o conhecimento à interação, ou seja, aprender com a própria experiência.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Self-Assessments Available on Internet.

Concerning to your career planning, bear in mind that not all questions have just a Yes/No answers. You can find a variety of possibilities if you open your mind and look inside yourself. Knowing you better makes you feel more confident to be creative and make decision based on personal values, as well as increase your chance to be successful in your career path.

Tools and techniques are available to support you. Some of them are simple and free of charge. As an example you can start making a list of your likes and dislikes, wishes and dreams you have brought with you since your childhood (you by yourself). Interviewing your parents and close friends about you is another good way to take more information from another perspective (you by others).

Self-assessments are professional tools elaborated to identify levels of skill development and point out key characteristics from your personality. They are resources you can take advantage of and some samples are also available on internet. Take a look at http://managementhelp.org/personaldevelopment/self-assessments.htm and http://www.16personalities.com/free-personality-test.


Now it is your turn. Go ahead with your professional projects and do not forget to check whether they fit you well or not before putting them in practice.


My results? An ENFJ personality. To know what it means click on this link http://www.16personalities.com/free-personality-test/f9649f2786cbf5d525af1f23c5d1e6e1, do your test and check mine.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Teoria e Prática na Medida Certa



Que sensação gostosa senti ao concluir a leitura do texto de Vilson Leffa sobre Metodologia do Ensino de Línguas. O texto apresenta definições de algumas terminologias e as diversas abordagens ao ensino de língua estrangeira e segunda língua, destacando como as mais influentes historicamente: Abordagem da Gramática e Tradução (AGT), Abordagem Direta (AD), Abordagem para a Leitura (AL), Abordagem Audiolingual (AAL) e a Abordagem Comunicativa (AC). Também traz o posicionamento de alguns professores estudiosos como Valnir Chagas e Edward V. Gatenby. Ao final ele apresenta o termo "ecleticismo inteligente" (que gostei muito e me identifiquei imediatamente) como uma solução proposta pelos metodólogos atuais para a formação de uma nova abordagem, a tendência.

No transcorrer da leitura cronológica pelas diversas fases de criação das abordagens de ensino de língua estrangeira, consegui me ver como protagonista nas últimas etapas, mas também como praticante das primeiras em algum momento de minha jornada como aluna de inglês, pois optei por estudar em escolas diversas, sem apego às metodologias. Na verdade, nunca me preocupei em saber qual metodologia estava sendo aplicada. Meu interesse (paixão) em aprender inglês sempre foi tão forte que só o fato de poder aprender me satisfazia. Eu sempre acreditei nos professores e acatava seus direcionamentos. As diferenças entre eles me completavam e eu procurava sempre soma-las ao meu aprendizado.

O mais interessante de tudo isso é que, agora como professora de inglês, formada pela experiência de vinte e seis anos de prática como aluna observadora e algumas experiências com viagens ao exterior, além da qualificação que busco através dos cursos, tento trazer tudo aquilo que captei de melhor, funcional e prático. Sempre observando o interesse, a reação e expectativa do aluno, bem como sua forma de aprender, seu contexto e o contexto futuro.  Vou moldando as aulas subsequentes de acordo com o que observo necessário na aula concluída. Busco caminhar todas as habilidades simultaneamente, mas no passo da aquisição dessas pelo aluno. Tudo isso até então sem saber identificar a questão das abordagens.  


Então respondendo à pergunta da professora Karina sobre a importância da leitura de textos teóricos como referência e embasamento da prática, posso responder com propriedade que é de fundamental importância para entendermos nossos passos e traçarmos a evolução, identificando o ponto onde nos encontramos e nossos gaps, buscando o que pode agregar positivamente ao nosso trabalho e indo além, agora como profissionais da área de ensino, estudando como podemos contribuir com a construção das futuras abordagens de ensino de idiomas. Como me sinto após este texto? Melhor por saber identificar os acontecimentos e reconhecer algumas terminologias da área de estudo. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Explorando o mundo “Social Network” pelos caminhos da Educação

Minha visão sobre o uso das TIC (tecnologias de informação e comunicação) tem como fundamento a crença de que o processo de aprendizagem deve estar voltado aos interesses do aprendiz, como defende alguns estudiosos da área, dentre eles Gail Ellis, Jean Brewster e Denis Girard. Desta forma, tenho o desafio de entender o meu aluno e de identificar o que o atrai. Com isso, ganho abertura e fluidez ao apresentar o conteúdo proposto, que deve ser recebido de forma agradável e instigante. Partindo desta visão, não há como ignorar a possibilidade de usar as redes sociais como ferramentas poderosas a favor deste propósito.

Neste post vou compartilhar minha experiência na exploração de algumas ferramentas, suas funções e colaboração quando aplicadas ao ensino. Here we go.

Facebook

Muito interessante como podemos compartilhar informações e promover discussões usando esta ferramenta, o que pode ser feito de forma pública, em grupo fechado ou individualmente. Até aqui, sem novidade. Mas quando pensamos que nossos alunos ficam conectados o tempo todo entre si, postando seus momentos importantes, então devemos pensar “Por que não fazer parte?”.  Como um primeiro benefício que vejo é estar conectada a esta rede como uma forma de me aproximar do mundo deles, entender o momento e as atitudes.  Outro benefício é a postura ativa do aluno no aprendizado, pois desafios podem ser lançados pelos professores (tarefas de pesquisas, por exemplo) onde os alunos mostrarão suas habilidades de pesquisa e compartilhamento de informação. Serão conduzidos no desenvolvimento de habilidades múltiplas e não só ligadas ao ensino específico, mas também na área de pesquisa e exploração do uso da ferramenta e seus aplicativos.

Como aluna, tive esta ferramenta presente nos  últimos quatro cursos que participei. Até hoje trocamos informações relacionadas aos temas estudados e já nem temos quase a participação do professor que propôs a criação do grupo.  Funciona e ajuda muito quando temos alguma dúvida e precisamos de dados adicionais. Sempre há uma boa alma que atende ao nosso pedido de socorro.

WhatsApp

Incrível a utilização desta ferramenta como um meio de comunicação virtual quase que instantânea. Não mais precisamos esperar até o dia seguinte para falar com om professor em sala de aula. No momento de nossa dúvida, podemos enviar uma mensagem e ... Voilà. Não é fantástico?!  E o mais impressionante é que a escolha por esta ferramenta acontece de forma quase que automática e independente da vontade do professor. Geralmente a ideia já surge na aula introdutória de cada curso. Então, pra que ficar de fora como professor? Os alunos adoram.

Ou ainda melhor, o professor já sabendo disso pode tomar a iniciativa e, de forma democrática, propor a criação de um grupo para discussões e compartilhamento, baseado em alguns valores pré-estabelecidos e comungado por todos. Certamente irá requerer alguns ajustes comportamentais e de direcionamento, os quais caberão ao professor mediar.

Com a experiência de nosso próprio grupo de extensão, observei que esta ferramenta possibilita a reincidência do conteúdo através da revisão e esclarecimento que são primeiramente compartilhados entre os próprios alunos, ficando o professor como mediador e suporte, quando necessário. Esta ferramenta propicia ao professor uma opção adicional para avaliação da participação de cada um e do conteúdo, de certa forma. Pode até propor a técnica do teach back usando esta ferramenta, postando questões para discussão, por exemplo, onde os alunos mostrarão o quanto absorveram a respeito do conteúdo apresentado no dia anterior.

Edmodo

O Edmodo praticamente é um facebook formatado para uso dentro de instituições de ensino, que requerem maior controle e formalização ao uso de ferramentas digitais, especialmente as redes sociais. Com sua formalidade, ela possibilita um monitoramento e vigilância do uso da ferramenta, muitas vezes requeridos pelos pais e pelos gestores. Também entendo ser válida, sim, pois há implicações legais às quais não devem ser ignoradas pelas instituições de ensino nos dias de hoje. O melhor de tudo é a possibilidade de começar a usar sem custo.


Todo cuidado com a educação é pouco, pois estamos tratando da formação de um ser que irá interagir na sociedade e nas nossas vidas.  Por isso a importância da contextualização e da construção de valores.

Vale lembrar que a opção pela uso de ferramentas não deve estar pautada na tendência de mercado, e sim no contexto, funcionalidade e alinhamento com o currículo. Se estes são os canais de comunicação de nossos alunos nos tempos modernos, vamos ousar com moderação. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Tarefa: Descrever um dia de rotina de Marcos na era digital.

A tarefa de hoje traz o desafio lançado pela professora Karina de transformar a rotina de uma pessoa comum que vivia numa época onde o professor preparava sua aula pesquisando material nas grandes bibliotecas, o telefone precisava de um cabo/fio enorme para dar mobilidade ao usuário dentro de sua casa, e mandar mensagem só era possível a quem tinha bloco de papel e caneta tinteiro. Não podendo esquecer da necessidade de comprar selos e esperar em filas enormes para poder postar UMA CARTA, única forma de registro da mensagem escrita daquela época. Aqui vamos nós mudar a estória...

A rotina de Marcos na era digital ... Versão Paula Rodrigues 2015
Marcos mora numa cidade do interior do Rio de Janeiro, longe da agitação da cidade grande, Optou por mudar de São Paulo para o Rio, em busca de qualidade de vida, para morar perto da natureza e viver sem estresse. Ele tem 40 anos, é solteiro, mora numa casa compartilhada com amigos e trabalha em home-office com digitação/ elaboração de processos para um escritório de advocacia da capital durante o dia. À noite ele trabalha como professor duas vezes por semana na escola pública local, mesclando aulas presenciais e projeto social de inclusão digital. Nas outras três noites ele trabalha de sua casa, como professor autônomo, oferecendo aula virtual a alunos de qualquer lugar do mundo. Sua rotina é mais ou menos assim.
Acorda com o toque de seu celular, ao som de sua música preferida, cujo volume vai aumentando a cada período entre um toque soneca e outro. Salta da cama, alimenta-se com sua tigela de cereal com leite e frutas e faz sua caminhada matinal. Na volta, toma seu banho e depois uma xícara de café para despertar e iniciar o seu dia. Enquanto posiciona a cápsula de café expresso na máquina, com seu iPhone na cintura, usando um fone de ouvido, ele acompanha as notícias pelo site da rádio. 
De repente seu Skype toca. É seu irmão chamando do exterior e informando que concluiu seu mestrado e que estará de volta em poucos dias e, por isso, precisa de ajuda para conseguir um emprego. Após obter mais detalhes sobre os projetos profissionais do irmão, bem como saber quais as expectativas que trará consigo, Marcos o orienta a criar uma página no Linkedin para ganhar visibilidade diante dos recrutadores que atualmente trabalham pela internet. Além disso, apresenta a ele algumas redes sociais e fóruns de discussão onde o irmão poderá iniciar seu próprio networking e divulgar seu projeto profissional. O irmão que já tem sua página atualizada no Linkedin encaminha o link enquanto conversa com Marcos. Da mesma forma, enquanto conversa com o irmão, Marcos começa a reencaminhar o CV para seus contatos nas redes sociais, acrescentando as boas referências que tem sobre ele, claro.
Como seu irmão sabe falar inglês em nível avançado, Marcos sugere a ele que também se cadastre nos links de carreiras das empresas multinacionais através do site de cada companhia.  Tudo isso Marcos consegue fazer antes de começar a trabalhar para o escritório de advocacia, que inicia seu expediente por volta das nove horas. Como está em casa, não perde tempo com translado e ainda começa a trabalhar no horário combinado, com flexibilidade diante de algum compromisso pessoal inesperado.
Então Marcos vai ao seu escritório (home-office) e começa a trabalhar (pera aí... vai ou já está?). Abre o site da cloud que compartilha para arquivamento de documentos e começa a executar suas atividades. Interessante esta plataforma, pois ele consegue, em tempo real, compartilhar tudo e ter o feedback de seu chefe imediatamente. Tudo isso, sem gastar com despesa de telefonia, só pagando o serviço de conexão com uso ilimitado. Bem mais barato e funciona.
Durante a pausa para um cafezinho e demais necessidades, ele verifica o resultado dos exames médicos que fez na semana passada pelo site do laboratório e acessa sua conta bancária via celular para verificar se seu pagamento já foi creditado. Tristemente observa que suas contas em débito automático também já foram lançadas, consumindo uma boa parte de seu tão suado dinheirinho. É neste momento que Marcos consegue enxergar a agilidade da tecnologia e os efeitos silenciosos desta ferramenta em sua vida. Já despreocupado com sua situação financeira, volta ao trabalho após uns quinze minutos de café com navegação. Continua sua rotina de trabalho enquanto conversa com seus contatos que ficam online em tempo integral, apitando aqui, assobiando ali, através dos ícones dos aplicativos instalados em seu notebook e iPhone. Acontecimentos simultâneos num ambiente sinistro onde convivem juntos o silêncio de sua solidão física com o incansável barulho de seus gadgets e pensamentos, funcionando quase que sete por vinte quatro horas. Apesar da boca fechada a maior parte do tempo, ao final do expediente é como se sentisse dor no maxilar de tanto falar. 
Dez minutos antes de sua pausa para o almoço, Marcos liga para o restaurante e solicita o serviço de disk comida para garantir seu abastecimento com seu prato preferido. Enquanto finaliza suas últimas atividades, chega uma mensagem whatsapp do entregador, dizendo: “E aí, cara? Estou aqui na frente, sua comida chegou, você pode vir buscar?”. Marcos salva seus arquivos, baixa a tela do notebook para economizar energia e segue para a porta. Cumprimenta seu colega e entra com o rango na mão, para o que chama de “melhor hora do dia”. Enquanto se alimenta, vai acompanhando as notícias na tela de seu iPhone, planejando suas horas de folga consultando a programação do cinema da região e a agenda de eventos local. Pensando no que precisa comprar para sua casa, já consulta as promoções e melhores preços através do site de pesquisa de preços e recomendações de onde encontrar liquidações e queima de estoques. Sempre de olho nas promoções relâmpagos. Tudo para ontem, hoje ou SÓ AMANHÃ...
No final do dia, encerra seu trabalho, ora mais cedo, ora mais tarde. Tudo alinhado à seus compromissos pessoais e prazos de entrega definidos pelo seu gestor. Em sua rotina, os projetos e as atividades não têm hora marcada para começar, mas têm prazo para terminar, este é o foco da administração do tempo de Marcos. Após um bom banho, ele se alimenta com um lanche especial de folhas e carne branca, combinando os ingredientes de tal forma que garanta uma dieta equilibrada e rica em fibras, carboidratos, vitaminas e sais minerais.  Feito isso, verifica as raras correspondências que ainda chegam em sua caixa de correios vintage, pois atualmente conta com um serviço de e-mail que avisa a cada momento que chega uma nova mensagem e, assim, costuma responder instantaneamente a cada uma delas, não as deixando acumular para determinado período. Além do mais, o próprio sistema já gerencia aquelas que são indesejadas e descarta-as de sua caixa de entrada, colocando o lixo no lixo.
Antes de seguir para a sua segunda rotina de trabalho, Marcos volta ao notebook e prepara suas aulas, contando com a ajuda de plataformas de ensino, sites educacionais privados ou governamentais. Unifica toda a informação em uma apresentação linda através de um software “faz tudo”. Salva o trabalho no pen-drive, no computador e “nas nuvens” antes de sair para o trabalho, novamente. Opa. Eu disse “sair novamente”? Estranho, mas real.


Depois sai para seu trabalho na escola pública local. Uma vez reservado o laboratório com antecedência, ele segue com seus alunos para lá e começa sua aula. Quando o laboratório não está disponível, ele mesmo leva seu notebook e uma TV extrafina e levíssima para a sala de aula, garantindo a diversão de todos. Neste ponto, o professor Marcos é muito responsável e sua alegria é a satisfação e interesse de seus alunos, por isso cuida para que tudo funcione muito bem. Este é seu momento de maior satisfação, pois adora compartilhar conhecimento. Pelos corredores, ele se encontra com os demais professores, trocam ideias sobre os trabalhos com os alunos e eles combinam de enviar material extra de cada um pela rede social, um ajudando o outro.
Durante o intervalo entre as aulas, ele se encontra com seus amigos que, juntos, definem a programação do próximo feriado, consultando as opções de viagens e shows pelo site, através de seu celular. Ali mesmo se decidem, reservam seus lugares e pagam seus ingressos, tickets aéreos, hotéis e outros serviços. Tudo previamente resolvido.
Ou ainda, nas noites em que ele trabalha como professor virtual conecta-se com seus alunos de lugares distintos e ficam por horas discutindo o tema proposto e demonstrando com os vídeos e artigos que encontrou na internet, compartilhando experiências e conhecimento. Os alunos ligados e antenados também sempre trazem algo novo que descobriram para mostrar ao professor: um jogo, um site ou qualquer outra informação digital.
Enfim, o professor Marcos volta para sua casa com a sensação do dever cumprido. No caminho encontra com alguns colegas, entram em conversas rápidas sobre assuntos diversos, dão muitas risadas e ele segue para relaxar um pouco. Antes de dormir, ajusta seu despertador de acordo com a agenda do dia seguinte, espia as últimas notícias e contatos na rede social, manda seus recados e dorme um pouco.
Quando chega o final de semana é só arrumar as malas e curtir aquilo que já foi programado durante a semana que, mesmo agitada e cheia de compromissos, valeu a pena por garantir o precioso descanso remunerado.

domingo, 4 de outubro de 2015

Success in Life...I got it, I reached it!



What makes life worth living is not a matter of things you have owned, but people you have met during your journey. Carrying part of each one with you can make you feel better and stronger, ready to share and able to multiply as well. Living the diversity opens minds, hearts and doors. Every word, smile, glance, gesture or  whatever movement exchanged during a human contact stays everlasting each other, transforming and renewing all involved.  Sure we are mutants: flexible, adaptable, rechargeable and lively.

Yes, life is a journey and wisdom is the map that drives you everywhere.  That is what I have been looking for and how I aim to go further in my planned dreams, being blessed with great experiences.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O Blog como um Caderno Virtual, e-notebook


Respondendo à pergunta feita pela professora Karina Vicentin, referente ao uso do blog em sala de aula, eu acho possível e útil.

No ensino de línguas, ministrado pelas escolas de idiomas, que é o meu ambiente de trabalho, vejo que o blog poderia sim ter uma função interessante no trabalho do professor de conhecer melhor o perfil do aluno e de acompanhar sua evolução no aprendizado. 

Como uma ideia inicial, talvez a substituição da entrega das atividades escritas em papel pela postagem no blog poderia não só funcionar bem, como também trazer um aprimoramento à atividade, pois o fato do aluno criar um espaço pessoal, que ele pode ainda compartilhar com outros, traz a ele maior cuidado e responsabilidade com o que irá publicar. Assim, precisará se preparar para a tarefa, observando detalhes e aprendendo mais com isso.


Para crianças, com esta mesma  finalidade, usaria outra ferramenta web 2.0 adequada ao público infantil, como, por exemplo, a Storybird.com que possibilita a criação de estórias, incluindo figuras e desenhos. Esta ferramenta pode ajudar o professor na revisão de conteúdo ou na aplicação do vocabulário ensinado, que seria transformado em uma estória. A criança aprende, revisa e se diverte, enquanto o professor tem o feedback que precisa para elaborar os próximos passos.

Você já blogou hoje? - in short ...


Qual ferramenta usar?

Quanto mais pesquiso e leio sobre as ferramentas digitais disponíveis, mais dúvidas surgem à mente. Como saber qual ferramenta e em que momento usá-la diante de tanta variedade e de tão pouco tempo para exploração e aprofundamento em cada uma. Conforme vamos compartilhando e aprendendo, minha sensação de incapacidade de assimilação se torna maior. Gosto disto, pois me motiva a continuar aprendendo.

Este ambiente tecnológico é encantador, mas como vimos no primeiro artigo indicado sobre as TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), de Maria Elizabeth B. de Almeida,e José Armando Valente, e também na palestra do professor Antonio Ferro sobre o uso de tablet em sala de aula, as primeiras decisões a serem tomadas não estão relacionadas à escolha da ferramenta, mas sim, ao currículo proposto. Diante deste último, e com base nele, é que tomaremos a decisão de qual ferramenta poderá ser mais eficaz. Digo "poderá ser" porque há outros fatores a serem analisados concomitantemente, essenciais ao sucesso desta escolha, como, por exemplo, o perfil do aluno, recursos tecnológicos disponíveis, habilidades do professor (mediador) e ambiente escolar.

Dentre todos os fatores deste processo, o que mais que me encanta e está no centro de minhas ações é o aluno. Como mediadora sei que, se não souber “interpretar” o aluno e entender a sua essência, motivações e sua maneira de aprender, de nada me será útil qualquer ferramenta. Este é o desafio inicial da profissão do professor. 
Por outro lado, o aluno ganha autonomia quando seu desejo de aprender é maior do que o desejo de ensinar do professor. Ela está na sua auto motivação.