Usei o Face
Your Manga, propondo a criação de uma figura que as representasse e que poderia ser usada nas
redes sociais no lugar da foto do perfil, por exemplo. Como o aplicativo é todo formatado no idioma
inglês, a proposta da aula foi retomar o vocabulário referente a partes do
corpo. Neste caso, especificamente, focamos a face e suas partes. Usando as opções de acessórios e algumas peças
de roupa oferecidas pelo aplicativo, descobrimos novos
vocabulários. A orientação inicial era
de, após minha explicação e apresentação do vocabulário, seguida pela repetição
das palavras por elas, cada uma faria a própria escolha para o Manga que estava
sendo criado.
Como é
natural entre as crianças, a ansiedade e competitividade ganha espaço se não
houver mediação pelo professor, o que fui fazendo sempre que a situação saia um
pouco fora do controle. Porém, buscava
sempre trabalhar com a liberdade de escolha e procurava não opinar ou
contradizer. Da mesma forma, valorizava a espontaneidade de cada uma e não
incentivava comparações ou definições como o mais ou menos bonito ou feio.
Enfatizava a todo o momento que cada criação tinha sua beleza e assim deveriam
ser avaliadas. A cada tela eu pedia para
repetirem o nome do item escolhido, usando a palavra correspondente em inglês,
evitando o uso do idioma português para o novo vocabulário. Assim, seguimos conversando misturando
naturalmente os idiomas, sem preconceitos. Neste exercício, surgiram frases
como “não vou colocar nenhum necklace
porque já coloquei ...”; “Ai que lindo
meu necklace!”;“Alguém vai por o earing?”; “O que é earing?”
Outras
habilidades e competências como socialização, cooperação, uso da ferramenta de
TI, autocrítica e empatia também são desenvolvidas nesta atividade, sem que sejam propostas e percebidas.
No papel de professora mediadora, tenho mais tempo de observar as alunas e suas respostas a
cada experiência, bem como o que atrai a atenção de cada uma e como elas aprendem.
Diante das respostas coletadas, consigo ser eficaz na escolha da abordagem de
ensino e na forma de motivar, respeitando a singularidade do ser humano.
Nesta mesma
aula, tentei aplicar outra ferramenta, apenas como teste. Apresentei o
aplicativo sem vínculo ao tema da aula, só para ver a reação das alunas. Logo comprovei
que realmente não adianta usar aplicativos simplesmente por modismo e de forma desordenada,
sem sentido e em vínculo com o aprendizado. Ele deve ser parte do aprendizado e
servir de suporte no processo de assimilação, caso contrário, a criança o verá
como mais uma tarefa estranha para ser feita e perde o interesse de imediato.
Quando
envolvemos a criança no processo de criação, ela se responsabiliza pelo próprio
trabalho e responde de forma rápida e positiva à proposta apresentada pelo
professor, exatamente como defende Vygotsky e outros autores, quando vinculam o
conhecimento à interação, ou seja, aprender com a própria experiência.
Interessante a experiência, Paula!
ResponderExcluirAdorei ler o relato.
Fico feliz que tenha gostado.
ResponderExcluirObrigada pelo retorno, Nati.
Bjs.